Luísa Sobral é uma das mais importantes compositoras e cantoras da nova geração de músicos portugueses.

 

Inicia o seu caminho artístico após um percurso académico bem sucedido no Berklee College of Music, em Boston. O primeiro disco, The Cherry On My Cake (2011), é um êxito imediato em Portugal, ocupando os lugares cimeiros dos tops de vendas durante várias semanas e chegando mesmo a Disco de Platina.

 

Segue-se uma extensa digressão nacional e internacional. Luísa estreia-se em Espanha, no Festival de Jazz de Barcelona e no Festival de Jazz de Cartagena, e abre os concertos de Ute Lemper na Union Chapel (Londres), e de Melody Gardot ao longo de uma digressão na Alemanha e no London Jazz Festival (Barbican Centre). A crítica e público rendem-se ao talento de Luísa, que é nomeada para os Globos de Ouro nas categorias de Artista Revelação e Melhor Intérprete Individual. O ano culmina com uma atuação no mítico programa da BBC ‘Later…with Jools Holland’.

 

No segundo disco, There’s a Flower in My Bedroom (2013), Luísa aproxima-se do universo folk e indie. O álbum conta com colaborações de luxo – como Jamie Cullum, António Zambujo e Mário Laginha – e é eleito Disco de Ouro daquele ano. A nível internacional Luísa continua a sua afirmação, completando uma digressão pela Europa central (Alemanha, Suíça, Luxemburgo) e participando no festival SXSW, em Austin, no Texas.

 

Como prenúncio da maternidade que viria pouco depois, Luísa embarca na aventura de um disco infantil. Lu-Pu-i-Pi-Sa-Pa chega aos escaparates no Outono de 2014 e garante a Luísa o reconhecimento do público mais novo. O single João instala-se no coração dos portugueses e o álbum recebe o galardão de Disco de Ouro, o segundo da sua carreira.

 

Para conduzir o quarto álbum, Luísa convida o prestigiado produtor norte-americano Joe Henry, vencedor de três Grammy Awards e com trabalhos assinados com Elvis Costello, Solomon Burke, Beck ou Madonna. Desafia também alguns dos melhores músicos de jazz da atualidade para gravarem. Nomes como Marc Ribot, Greg Leisz, Jay Bellerose, Patrick Warren, David Piltch ou Levon Henry assinam participações naquele que é considerado um dos melhores discos portugueses de 2016, Luísa. Luísa Sobral chega a um novo patamar de maturidade criativa: mais segura, exigente, autêntica e espontânea.

 

A faceta de compositora de Luísa vai-se destacando ao longo dos anos, chegando a compor para Ana Moura, António Zambujo, Gisela João, Marco Rodrigues, Mayra Andrade, entre outros. Em 2017 Luísa é convidada pela RTP para compor um tema para o Festival da Canção. Nasce assim ‘Amar Pelos Dois’, que a compositora decide entregar ao seu irmão, Salvador Sobral, para interpretar. A parceria fraterna revela-se um estrondoso sucesso: Portugal conquista a sua primeira vitória de sempre no Festival da Eurovisão. Luísa Sobral recebe o Prémio de Composição Marcel Bezençon (criador do Festival Eurovisão da Canção), o Prémio Autores SPA e o Globo de Ouro como Melhor Música. Em 2018, juntamente com o seu irmão Salvador, recebe também o Prémio Martha de la Cal entregue pela Associação da Imprensa Estrangeira em Portugal (AIEP) que os distingue como Personalidades do Ano. Na mesma cerimónia, o Presidente da República condecora os dois artistas com o grau de Comendadores da Ordem do Mérito, pelo ‘êxito singular’ que alcançaram.

 

Após extensas digressões nacionais e internacionais, por destinos como a Turquia, Israel, Marrocos, África do Sul, Namíbia, Zimbabué, Botswana e Brasil, Luísa regressa a estúdio para gravar o seu quinto e mais recente álbum de originais. Para a produção convida o catalão Raül Refree, um dos mais prestigiados produtores e multi-instrumentistas de Espanha, que trabalhou com nomes tão distintos como Sílvia Pérez Cruz, Mala Rodríguez ou Lee Ranaldo dos Sonic Youth.

 

Rosa, lançado no final de 2018, é o álbum mais pessoal, maduro e intimista de Luísa Sobral. A beleza das composições é realçada pelo despojo dos arranjos e pela cumplicidade criativa entre Luísa e Refree. À voz e às guitarras juntam-se um trio de sopros composto por fliscorne, tuba e trompa e alguns elementos de percussão clássica como marimba e tímpanos. Rosa é feito de histórias, algumas reais, outras menos. É um disco mais cru que os seus antecessores, composto por onze canções em português, onde as palavras e as melodias assumem pleno destaque.

 

Em 2019, Luísa Sobral regressa aos palcos nacionais e internacionais, agora com uma nova formação. Dá concertos de Norte a Sul do país e estreia-se na Austrália – no prestigiado Festival WOMAD em Adelaide – e no Japão.

 

Em 2020, Luísa volta a expandir os seus horizontes criativos. Além de um novo single com a cantora espanhola Zahara, estreia O Avesso da Canção, podcast onde conversa com grandes nomes da música portuguesa sobre a arte da escrita de canções. 2020 marca também a estreia em palco com o irmão Salvador Sobral numa série de concertos inéditos.

 

Para 2021, ano em que Luísa celebra dez anos de carreira, está prometido um novo álbum e uma nova digressão.